terça-feira, 10 de março de 2009

RECODIFICANDO a imagem da Microsoft

Desejo de ser Apple

Inveja? Despeito? Pragmatismo? Para se aproximar do consumidor, a Microsoft muda sua imagem. E, quem diria, usa as armas da Apple

segunda-feira, 9 de março de 2009

Estudo: Linha e Superfície p.102 a 125

Vilém Flusser – O MUNDO CODIFICADO // Estudo: Linha e Superfície p.102 a 125

Texto de apoio
How to Orientate Oneself in the World: A General Outline of Flusser's Theory of Media - Author: Bram Ieven, 2003 Disponível em: http://www.imageandnarrative.be/mediumtheory/bramieven.htm

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Flusser classifica as mídias em 3 categorias – imagens tradicionais, textos e imagens técnicas.

As mídias determinam nossa visão de mundo quando esquecemos para que elas servem. Mídias não são representações do mundo, são instrumentos que nos ajudam a nos orientar pelo mundo.

O mundo é caótico por natureza. Cada mídia tem seu meio de organizar e obter informação do mundo. Cada mídia tem um código que induz sua forma de configurar as informações.

Para Flusser, CÓDIGO é “um sistema de signos configurados em um padrão regular.” (2000:83)


AS IMAGENS TRADICIONAIS

Imagens são mediações sobre o mundo e os seres humanos. A leitura dos códigos imagéticos não segue uma ordem, não é linear.
Estas imagens são abstrações do objeto original.

As imagens tradicionais são criadas pela IMAGINAÇÃO humana, e permitem a apresentação de eventos tridimensionais em CENAS bidimensionais. Imagens são abstrações da realidade.

As imagens tradicionais são resultantes da aplicação de um código específico e podem ser lidas por qualquer um que tiver qualquer familiaridade com o mesmo.

A gesticulação (ou sinalização)(GESTURE) é o código mais básico para Flusser.

Para ler e usar os códigos das imagens tradicionais é necessário IMAGINAÇÃO.



Problema colocado por Flusser: esquecer que a imagens são instrumentos criados pelo homem para facilitar sua orientação pelo mundo. Imagens não são o mundo. O extremo domínio da imagem é chamado IDOLATRIA. Questão: o que há por detrás das imagens?

Devemos nos manter atentos a respeito do nosso uso da mídia e da razão para a qual ela foi feita.

O código das imagens tradicionais é recorrente. O tempo é mágico.



O UNIVERSO TEXTUAL

Os textos são fragmentos de imagens (pixels) colocados em ordem linear. Sua função é explicar as imagens. Textos são abstrações de imagens. O código textual é linear. O tempo é histórico.

O conceito de CAUSALIDADE foi inventado pelo universo do texto. Quando os textos se tornam incompreensíveis para seus leitores, estamos diante de uma TEXTOLATRIA.

Dialética entre imagens e textos: textos descrevem imagens e imagens ilustram textos. Este processo levou ao surgimento do texto científico.

Pensamento conceitual: “faculdade de abstrair linhas das superfícies, i.e decodificando-as.” (Flusser 200:11)

Conceituação: “uma habilidade específica para criar textos e para decodificá-los.”


O UNIVERSO DAS IMAGENS TÉCNICAS

Quando os textos se tornaram incompreensíveis, uma nova mídia teve de ser inventada para explicar os textos novamente.

A FOTOGRAFIA - imagem técnica, possui um código diferente dos anteriores. É resultado de um processo tecnológico, da aplicação de teorias científicas (textos): ótica e química. A fotografia é uma abstração de uma teoria científica (abstração de terceira ordem) Não é uma abstração da realidade.

As imagens técnicas são tentativas de explicação de textos e são, por sua vez, um aplicação de textos. (relação ciência / tecnologia).

Embora tenham códigos diferentes das imagens tradicionais, as imagens técnicas ainda são imagens: têm efeitos mágicos.

O código matemático

“... para compreender o mundo, não se deve olhar para ele, nem descrevê-lo, mas calculá-lo. (Flusser 2002:203)

Maior expressão nos computadores – máquinas de calcular.

Rejeição das idéias de causalidade, historicidade e linearidade.

A questão dos aparatos

Tanto a câmera quanto o computador são APARATOS – sistemas que trabalham com um programa que os permitem criar figuras ou calcular dados.

Perigo: a liberdade humana está atrelada à faculdade de dominar e subverter o código.

Para Flusser, os seres humanos não são mais o centro da sociedade, mas mero conectores entre diferentes aparatos (1997:88).

Instauração do tempo PÓS-HISTÓRICO e das POSSIBILIDADES (substuindo) as CAUSALIDADES. Mudança de elite intelectual, de letrados a tecnólogos.

Fim

Flusser por Arlindo Machado

Este artigo é interessante como complemento do estudo de hoje 'linha e superfície". Na verdade, ele explora o conceito e a problematização das imagens técnicas. Vale a pena.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Exame: O mundo descobriu o design brasileiro

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Doze projetos realizados no Brasil serão premiados no maior concurso de designers dos Estados Unidos. O desafio agora é fazer com que os prêmios ajudem a vencer as dificuldades de criar produtos inovadores no país


A lista dos projetos premiados nas duas etapas do Idea oferece um panorama das principais tendências que norteiam o design brasileiro. Fazem parte da seleção desde produtos dirigidos aos consumidores de baixa renda — a máquina de lavar SuperPop, produzida pela empresa paranaense Mueller — até equipamentos para o efervescente setor do agronegócio — no caso, a máquina pulverizadora Parruda, fabricada pela também paranaense Montana. Além de produtos acabados, a lista inclui projetos de ambientes como o do Octávio Café e da Livraria Cultura, ambos em São Paulo, que buscam integrar o consumidor ao universo dos produtos que vendem, ao estimular, respectivamente, a degustação do café e o manuseio e a leitura dos livros. “O Brasil é um país que trilhou seus próprios caminhos no processo de industrialização, e isso gerou conceitos de design bastante específicos, voltados para atender às necessidades da economia local”, diz o consultor de design Tucker Viemeister, do Rockwell Group de Nova York, um dos responsáveis pela seleção dos projetos brasileiros na premiação do Idea. “Agora, chegou o momento de apresentar essa diversidade ao resto do mundo.”

Octávio Café
projeto Seragini Farné Guardado Design, de São Paulo (SP)
Construído de vidro e madeira, o Octávio Café foi inspirado na forma de uma xícara. Por dentro, exibe cada passo do processo de produção do café — o ponto alto é a torrefadora instalada no balcão. As cores dos móveis e das paredes reproduzem as dos grãos nas diferentes fases do processo de torragem. A rampa de acesso ao 2o andar é usada para projeções multimídia que contam a história do café, com tecnologia similar à do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

Faber-Castell Flip-Box
projeto Gad’ Branding & Design, São Paulo (SP)
A caixa de lápis de cor de plástico vermelho tem um engenhoso sistema de abertura deslizante que aciona um suporte na parte traseira. O dispositivo permite que a caixa fique na posição vertical, facilitando a visualização das cores. Os lápis têm formato triangular e possuem esferas antideslizantes que facilitam o manuseio. O produto já ganhou oito prêmios internacionais e é exportado para 18 países.

Pulverizadora Parruda
projeto Design Inverso, de Joinville (SC)
Há cinco anos, os donos da fabricante de máquinas paranaense Montana decidiram remodelar um de seus principais produtos, a pulverizadora Parruda, fabricada desde 2000. Contrataram o escritório Design Inverso, que deu formas arredondadas à carroceria da máquina e introduziu novidades, como uma porta basculante, para facilitar o acesso à cabine, pára-brisa curvo, para aumentar o espaço interno e o campo de visão do operador, e ar- condicionado. A máquina também ganhou faróis de longo alcance para trabalho noturno e aparelho de navegação por satélite.

Jipe Stark 4WD Flex
projeto Questto Design, de São Paulo (SP)
O jipe projetado pela Questto nasceu de um desafio proposto pela empresa TAC, de Joinville, em Santa Catarina. A proposta era criar um veículo 4x4 brasileiro, compacto, resistente e com desenho arrojado, semelhante a um carro- conceito, para ser vendido em pequena escala. O jipe tem estrutura tubular de aço, mecânica robusta e carroceria de materiais compostos, o que garante maior resistência para uso fora de estrada. A previsão é que as primeiras unidades cheguem ao mercado em 2009 com preço de 80 000 reais.


MotoID
projeto CXD Latam Motorola, de São Paulo (SP)
O MotoID é um software associado a um dispositivo que permite a um celular reconhecer uma música ao ser aproximado de uma fonte de som, seja televisor, rádio, ou mesmo em ambientes como danceterias e lojas. O sistema tem acionamento simples e exibe na tela o nome da música e do artista. O processo, que se vale de uma base de dados de 3,5 milhões de músicas, dura cerca de 2 minutos e permite ainda downloads de conteúdo relativos às músicas da internet e compartilhamento por SMS.


Livraria Cultura
projeto Fernando Brandão Arquitetura, São Paulo (SP)
O projeto da unidade da Livraria Cultura na avenida Paulista, em São Paulo, tinha como objetivo estimular a leitura e tornar a loja amigável às pessoas que transitam pela região. A localização de cada uma das 60 poltronas e pufes de leitura foi estrategicamente escolhida pelos autores do projeto. Construída em um antigo cinema, a livraria tem três pavimentos ligados por rampas e mezaninos e recebe cerca de 7 000 visitantes por dia.


Lineage 1000
projeto Embraer, de São José dos Campos (SP), e Priestman Goode, de Londres (Inglaterra)
Derivado do Embraer 190, o Lineage é o jato executivo mais luxuoso produzido pela empresa brasileira. Seu interior pode ser configurado em cinco combinações — há versões com dormitório com cama de casal e banheiro com chuveiro. A vantagem do Lineage é oferecer, em um jato relativamente compacto, conforto semelhante ao de aviões executivos maiores, como o BBJ, da Boeing, e o ACJ, da Airbus. A versão-padrão custa 43 milhões de dólares.



segunda-feira, 7 de julho de 2008

A Alma do Negócio

Este vídeo é ótimo para ilustrar o que discutimos hoje em nosso quarto encontro - LINHA E SUPERFÍCIE

quarta-feira, 2 de julho de 2008

"Num mundo em que aparece uma coisa diferente a cada fração de segundo, o futuro dos designers, nesse caso, pode estar em xeque. Como criar algo diferente o tempo todo? A saída, segundo Vera Damazio, é a criação de coisas que favoreçam a aproximação entre as pessoas. "O design tem de favorecer as relações sociais, proporcionar momentos com os outros, cuidar da sociabilidade. Só assim ele ficará gravado na memória", diz. +

Engraçado como as coisas se inverteram. O importante, então, é que o DESIGN seja memorável? Para isso, ESTRATEGICAMENTE, podemos até criar algo útil para a humanidade. Que legal!! Podemos até salvar o Planeta? Jura? Ahhhhhhh

Linha e surperfície


A designer Fernanda Martins concorda com a idéia de que o principal papel do design é colaborar para as mudanças no planeta. Ela acredita que existem inúmeros campos de atuação para um design mais democrático.

"O design que cria peças para o consumo do que não é necessário, gerando desejos, está próximo da publicidade", diz. E alerta: "Essa linha de atuação, ligada à geração de desejos, para gastar mais dinheiro com coisas de que não se precisa, é uma atuação equivocada. O planeta não agüenta".

Será esta a única força realmente persuasiva para uma renovação na prática do design - a eminência da extinção? A sombra da morte? "A oeste a morte contra quem vivo", diria o poeta. Então fica combinado assim, o design é o artifício de alienação da consciência da miserável condição humana: sua própria finitude. O design é a pílula azul. Lutemos por uma sociedade em que cada pílula seja apenas uma pílula. Ou que cada pílula azul seja compreendida como apenas uma pílula travestida de azul. Que todos conheçam os mecanismos de in-formação das pílulas. Que todos saibam que todas as pílulas nascem pardas e os designers as corrompem. Mas saber de nossa condição nos libertaria dela? Não somos vítimas, com certeza. E a ignorância nos poupa da culpa. Que futuro o nosso? Como disse Maitena: "Na década de 60 éramos cheios de ideais. Hoje, somo cheios de design."

Design já foi sinônimo de ideal, hoje é sinônimo de BRANDING.

Somos autores do nosso próprio tempo ( e este é um puto clichê). Estamos cansados de concordar com esta postura. Sim. Concordamos quando nos calamos. Mesmo reclamando e nos reunindo às quartas, se no outro dia voltamos para a Matrix - concordamos! Podemos lutar contra ela? Não é necessário. Basta não participar. Sempre haverá quem alimente o sistema. O segredo está nas idéias e nos números. Não da numerologia. Mas dos pensamentos subversivos somados. Tínhamos 4 em nosso grupo. Hoje, 8.

Bom ler A ESTÉTICA DO ACESSO